O que é Tendinite Patelar?

A tendinite patelar é caracterizada pela dor no aspecto anterior do joelho, especialmente perto da borda inferior da patela, agrava com o aumento da demanda do mecanismo extensor do joelho (quadríceps). Essa condição é mais comum em mulheres e esportes como o basquete, vôlei, futebol e tênis. quando o tendão é desafiado além de sua capacidade ou não é permitido repouso suficiente, o risco de desenvolver sintomas aumenta.
Seu início é insidioso e gradual, principalmente após atividade física, mas, com a progressão da doença, pode tornar-se freqüente durante ou já no início da atividade. O diagnóstico de tendinopatia do patelar é eminentemente clínico, caracterizado por dor à palpação no pólo inferior da patela e adjacências e, nos casos mais avançados, nódulo palpável e edema associado podem ser visualizados. Exames complementares, como radiografia, ultra-sonografia (US) e ressonância magnética (RM) auxiliam no diagnóstico. O US e a RM são os mais indicados, pois podem definir o local exato da lesão, sua extensão, como também identificar a presença ou não de alterações degenerativas, sendo a RM o que fornece melhor resolução.
A classificação de Blazina pode ser usada na tendinopatia patelar. Roels et al modificaram a classificação de Blazina. Essa classificação divide a dor em quatro graus: grau I – dor leve após atividade física; grau II – dor no início da atividade física, melhora após o aquecimento, piora no final do exercício, sem diminuição do rendimento; grau III – dor durante e após a atividade física com piora importante do rendimento do atleta; grau IV – ruptura parcial ou total do tendão.
A classificação acima tem a limitação de apresentar apenas três graus de tendinopatia patelar, já que o grau IV se relaciona com a ruptura do tendão. Dessa maneira, alguns pacientes com diferenças marcantes de sintomatologia são classificados no mesmo grau e, muitas vezes, estes têm diferentes prognósticos e possivelmente devem receber diferentes tratamentos. A escala VISA oferece um espectro maior para classificar a tendinopatia patelar e pode definir melhor o prognóstico e tratamento.
Um estudo realizado por Silbernagel et al 2007 feito sobre tendinite de Aquiles, provou que usando um modelo de monitoração da dor você pode efetivamente selecionar a quantidade apropriada de exercícios que o joelho pode tolerar para produzir adaptações positivas, mas não muito para fazer você regredir
Fonte : Rev. bras. ortop. vol.43 no.8 São Paulo Aug. 2008 ( https://dx.doi.org/10.1590/S0102-36162008000800001)




